

Meu nome é Lua
Só Lua mesmo.
Desde a infância, a escrita foi meu refúgio mais natural. Aprendi o sabor das palavras com o incentivo da minha avó materna — poetisa, professora de português com vários livros publicados. Com ela, descobri que escrever é uma forma de sentir e de colorir o mundo.
Profissionalmente, segui carreira na publicidade, me especializei em planejamento estratégico. Trabalhei em grandes empresas, me aprofundei em Estratégias de Consumo e em Neurociência Comportamental. Sempre me interessaram as pessoas, seus comportamentos, seus porquês. Mas a escrita permaneceu, silenciosa, como uma espécie de abrigo reservado, como uma parte minha que não tinha coragem de mostrar.
Até que uma noite eu sonhei, literalmente. Tive um sonho com uma história inteira, um roteiro pronto, com início, meio, fim e personagens tão vivos que pareciam me conhecer. Acordei com aquela narrativa dentro de mim e comecei a escrever. Aos poucos, percebi que seria inevitável, eu precisava escrever.
A escrita voltou como um reencontro comigo mesma. Tornou-se também cura, escuta, caminho. O que começou como sonho transformou-se em propósito: publicar meu primeiro livro.
Se essa história tocar alguém, se fizer companhia, se oferecer acolhimento, já terá cumprido seu papel. Porque, de algum modo, ela já cumpriu o meu.


